Eu que
surjo, em frágeis alinhavos, sou o outro que se projeta em mim. Apresento-me
quase sem força, finitude ou começo de vida – já nem sei mais - de uma
quarta-feira de cinzas. Realça-me o perolado, falsa cor da concreção
impulsionada pelo grão de areia, tão pequeno e no entanto capaz de turvar o
mundo. Chuva! Limpa-me, traga-me as cores vivas! Dá-me desejos de virar o dia. Fev.2015 -
18 de fev. de 2015
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Um comentário:
cabelos ao vento os olhos no sol, eriçam-se os pelos do contorno do meu rosto
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